terça-feira, 5 de junho de 2012

AVALIAÇÃO FÍSICA NOS ESPORTES DE COMBATE


  1. INTRODUÇÃO

Sabe-se o quão é importante uma avalição física no contexto do treinamento desportivo, mas se falarmos de esportes de combate isto acaba não sendo verdadeiro. Na maioria dos esportes de combate não é realizado um acompanhamento desportivo, que vai desde a avaliação física até a utilização dos dados obtidos nesta avaliação.
As equipes normalmente são compostas por profissionais não capacitados, ou seja, não graduados em educação física, e sim graduados em sua modalidade de luta. Sendo assim, não há conhecimento nem por parte dos professores e muito menos pelos atletas.
Infelizmente ainda são poucas as equipes que possuem um profissional de educação física para fazer todo o procedimento de uma avaliação física até a transmissão destes dados para o professor do atleta, para que se tenha um aproveitamento melhor do mesmo.

  1. AVALIAÇÃO FÍSICA

A avaliação física na sua etapa da cineantropometria tem como objetivo: diagnosticar; classificar os indivíduos; selecionar os indivíduos; manter padrões; motivar e determinar o progresso do indivíduo. A escolha dos testes para avaliar os indivíduos e/ou atletas, devem respeitar requisitos de confiabilidade; validade e objetividade não podendo escolhê-los de forma aleatória. (CARNAVAL, 1998; BOUZAS e GIANNICHI, 1996 citado por SILVA, 2008).
De acordo com Delgado (2004) uma avaliação completa deve fornecer dados quantitativos e qualitativos, contendo nesses dados variáveis antropométricas, análise da composição corporal, análise de desvios posturais, avaliações metabólicas e neuromusculares, avaliação nutricional e psicológica, conseguindo com esses dados, interpretar e identificar a verdadeira situação em que o avaliado se encontra.
“É importante o conhecimento do percentual de gordura, assim como a massa isenta de gordura, devido a divisão das categorias de peso, uma vez que os atletas tentam maximizar a massa isenta de gordura e diminuir o percentual de gordura, para lutarem em categorias de peso mais leves, com um nível de força maior” (MARINHO, 2011).


  1. CLASSIFIAÇÃO DAS LUTAS: ESPORTES DE COMBATE DE DOMÍNIO E PERCUSSÃO

Segundo Gomes et al (2010), a luta é subdividida em classes, levando em conta a distância necessária para atingir o oponente, sendo esta curta, média ou longa e também o tipo que do ataque, como: agarrar, golpear ou com a utilização de um implemento. A categoria com agarre é uma luta em que os adversários ficam com uma distância curta entre eles, para poderem agarrar, derrubar e excluir o oponente, já na categoria com golpes é necessário manter uma distância média entre os adversários, para que os mesmos possam deferir golpes com as mãos, pernas, cotovelos e joelhos contra o oponente. Nas lutas com o uso de implemento os adversários ficam distantes um do outro, devido ao implemento que eles estão segurando. Independente da luta, todas têm histórias diferentes, particularidades, mesmo sendo da mesma categoria há golpes diferentes para cada modalidade e técnicas únicas. Apesar de estarem em categorias diferentes há cinco aspectos que fazem com que se encaixe em um mesmo esporte, as regras, a imprevisibilidade, o contato proposital, fusão de ataque/defesa e oponente ativo.
Correia e Franchini (2010) apud Rufino e Darido (2011) definem o termo “esportes de combate” como uma mistura das práticas de lutas, das artes marciais e dos sistemas de combate sistematizados em manifestações culturais modernas, orientadas pelas instituições desportivas.
Conforme a classificação das lutas citados por Gomes et al (2010), os esportes de combate mais precisamente a modalidade do Judô pode ser classificada como luta de domínio e o Muay Thai pode ser classificado como luta de percussão conforme a metodologia aplicada.
Somente essas duas modalidades citados acima serão exemplificadas para abordar o contexto da avaliação física dos atletas praticantes de ambas as lutas, para o breve entendimento dessa pesquisa.


  1. AVALIAÇÃO NO JUDÔ

A avaliação é um dos principais componentes no programa de treinamento de um atleta de judô. Com a avaliação pode-se verificar o estado em que o atleta se depara, se está perto ou longe dos objetivos pré-estabelecidos e se o treinamento está beneficiando ou atrapalhando os objetivos que pretende atingir (FRANCHINI, 2001, p.183).
A avaliação da força isométrica nos judocas pode ser aferida com a preensão manual utilizando um dinamômetro. O dinamômetro de preensão manual estipula valores mais precisos nos membros superiores. O aparelho é caracterizado por ter uma alça adaptável para ajustar ao tamanho da mão e mede forças entre 0 e 100 quilogramas. (HEYWARD, 2004). Colocando o atleta e/ou o judoca em pé com o braço estendido levemente afastado do corpo, ajustando o dinamômetro de acordo com sua pegada, fazendo a força máxima com a mãe sem movimentar o braço (PAULA, 1987 apud FRANCHINI, 2001. P.191).
A força dinâmica pode ser avaliada com o teste de (1RM) com os exercícios de supino reto, puxada frente e agachamento (exercícios sugeridos para a modalidade do judô). Realizando o teste com maior carga possível (FRANCHINI, 2001).
O Somatotipo (endorfina, ectomorfia e mosomorfia) e a gordura corporal é mencionado pelo autor (FRANCHINI, 2001) para avaliar e verificar o estado do atleta utilizando-se de medidas como: massa corporal (kg), estatura (cm), dobras cutâneas, diâmetros das articulações e circunferências.

4.1.        Teste para avaliação da potência aeróbia e capacidade anaeróbia em situação específica no Judô

Um teste proposto por Sterkowicz, (1995) citado por Franchini, (2001, p.188), com caráter intermitente, tem como objetivo avaliar e verificar a potência aeróbia e a capacidade anaeróbia em situação específica no Judô utilizando uma técnica chamada ippon-seoi-naguê. O teste inicia-se com dois judocas de estatura e peso semelhante ou igual de preferência da mesma categoria ao do atleta executante. O executante ficara no meio em um espaço de 6 metros, os outros dois participantes do teste ficaram a 6 metros de distância um do outro e a 3 metros de distância do executante. O teste é dividido em três períodos (15 segundos, 30 segundos e 30 segundos), tendo como intervalo de 10 segundos entre eles. Durante cada um dos períodos citados anteriormente o executante ira arremessar os participantes o máximo de vezes que conseguir utilizando a técnica ippon-seoi-naguê. Ao término do teste será mensurada 2 vezes a frequência cardíaca, logo no final e um minuto após. Para obter o resultado é só seguir o cálculo abaixo e verificar na tabela de índice.



Calculo do índice de arremessos



 (FRANCINI, 2001)

Abaixo segue um esquema do procedimento do teste:

Esquema do teste (SJFT)

(FRANCINI, 2001)


  1. AVALIAÇÃO NO MUAY THAI

         Em um estudo de Tobaja et al, foi verificado o perfil antropométrico de 15 atletas de muay thai, sendo que 86,7 % dos atletas tem um percentual de gordura dentro da normalidade, a média de altura é 1,77 cm e o peso 80 kg, demonstrando um perfil mesomorfo.
Marinho (2011), em seu estudo avaliou atletas de M.M.A, e também obteve o resultado de um baixo percentual de gordura, já que os atletas precisam manter o peso, para não subir de categoria.
Correia e Franchini (2010) verificaram que o número de trabalhos relacionados aos esportes de combate é pequeno, somente o judô e a capoeira são estudados de maneira geral, já que fazem parte da tradição brasileira.

  1. ENTREVISTAS

6.1 Educador físico e Professor de muay thai

  1. Qual a importância da avaliação física em atletas de esportes de combate?
Importante para saber como está o condicionamento físico do atleta, baseado na fisiologia, para obter um padrão de estrutura física, óssea e muscular.

  1. Os atletas são avaliados frequentemente?
Não, a maioria dos atletas treina por conta e não procuram se informar e fazer uma avaliação física adequada.

  1. Seria interessante ter um profissional formado em educação física para fazer avaliação física destes atletas?
Seria interessante se não ficasse apenas como um dado solto, teria que se trabalhar em cima destes dados e realizando um acompanhamento, não fazendo um caso isolado. Sendo algo periódico para que o prfissional possa trabalhar em cima destes dados. Seria interessante tanto para o atleta quanto para o treinador.

  1. O que é mais importante nos esportes de combate, a avaliação antropométrica ou os testes específicos?
Os dois são importantes, mas no caso do lado prático para o atleta, no caso seria os testes específicos, que vão mostrar realmente como está o condicionamento físico dele, em relação à determinado exercício, em determinado movimento que ele está realizando.

  1. Já que não é feito esta avaliação periodicamente, como vocês avaliam o         desempenho do atleta?
Pelo nível técnico e físico dele no treinamento. Então é de forma não qualitativa, é de forma quantitativa, onde você apenas vê o volume de treinamento dele se ele está em condições de estar disputando uma  competição ou não.

  1. Como você acha que deveria ser feito as avaliações físicas nos esportes de combate?
Deveria ser feito uma avaliação bem minuciosa, envolvendo todas as questões, principalmente em atletas de competição de alto nível, pelo  fato da desidratação, pois muitos atletas sem saber o que estão fazendo, colocam sua vida em risco. Por algo  que atletas de alto nível , com conhecimento, fazem,  não tendo conhecimento esses atletas fazem a mesma coisa, tentando alcançar seus objetivos e acabam se frustando, pois não conseguem bater o peso e  o mais perigoso de tudo, é colocam sua vida em risco.

  1. Em relação ao peso, que é o primordial para uma luta, tem um acompanhamento para a manutenção do peso, ou é cada um por si, cada um tenta manter seu peso ou baixar o peso?
O atleta faz o acompanhamento e passa para o técnico, para qual categoria está treinando e qual o objetivo dele. Cabe ao treinador, ao técnico decidir se o atleta consegue baixar no nível saudável e chegar a este limite ou não.   Então, cabe ao técnico decidir se você não vai conseguir baixar 15 kg e vai lutar em uma categoria acima, ou você vai conseguir baixar três Kg, pelo fato do seu treinamento, biótipo e você vai lutar nesta categoria.

  1. Já que não é feito nenhum tipo de avaliação, tem esta questão do peso que é todos os atletas fazem que é ganhar e perder peso, para mudar de categoria, isso acaba prejudicando o rendimento deles?
Com certeza, o atleta acaba perdendo muitos sais minerais, vitaminas, e acaba comprometendo seu rendimento dependendo de quantos Kg ele teve que baixar para bater o peso.

  1. Em exames de faixa, qual o significado para o esporte em si, ele demonstra o desempenho que o atleta vai ter em uma luta ou somente naquele momento que ele pode ter aquele desempenho?
Não, no exame de faixa é feito uma avaliação em cima da técnica do aluno, tanto é que o número de rounds e tempo de cada round é menor. No caso do muay thai, luta de muay thai amadora, são 3 rounds de 3 minutos, com 1 minuto de intervalo. Na federação nós trabalhamos da seguinte forma, 2 rounds de 2 minutos por 1 de intervalo. Então, no exame de graduação você consegue ter uma avaliação em cima do nível do atleta e também das questões como aptidão física, que o atleta está desenvolvendo, porque se ele não consegue  realizar dois rounds de 2 minutos, com certeza no nível profissional ele não vai conseguir executar por falta de condicionamento físico.

  1.  Então, acaba sendo um tipo de teste?
Sim, pode ser considerado um tipo de teste, para você estar analisando como o atleta se compõe, como ele realiza a atividade, como ele vai estar desempenhado o esporte

6.2 . Atleta de muay thai

  1. O que você entende por avaliação física?
A avaliação física é para você ver a condição que o atleta tem para poder enfrentar um novo desafio. No caso a resistência juntando com a técnica e a força. A avaliação física em cima disso tudo leva o atleta a um melhor desempenho.

  1. A sua equipe faz avaliação física nos atletas?
Não, não temos um professor adequado e esta parte de avaliação física é feito de maneira individual, no caso, eu faço com outro professor. Cada atleta faz com um professor diferente, mas seria interessante fazer com o mesmo, para que todos tenham um desempenho mais ou menos igual na parte física e no treinamento.

  1. Os dados obtidos nesta avaliação física são utilizados durante o treinamento ou não?
Eu utilizo, tem atletas que não dão muita importância pra isso, mas eu acho que a avaliação física vai determinar mais ou menos quanto o  atleta pode ter uma maior explosão na luta, o quanto ele pode abusar do gás, baixar a resistência, para que ele tenha um desempenho mais completo.

  1. Caso tivesse um professor adequado, capacitado e fizesse avaliação física de forma generalizada, você acredita que o desempenho da equipe e seu seria melhor?
Sim, pois tendo um professor capacitado para fazer este procedimento ele vai saber exatamente onde você precisa melhorar, seu gás, sua resistência, nesta parte seria muito interessante.

  1. Como você acha que está o seu desempenho atualmente?
Como atleta profissional, meu desempenho está razoável, poderia estar melhor se tivesse um acompanhamento mais próximo, com mais sequência, mas eu sou um atleta que treina todo dia e não tenho problema com gás e resistência, mas se tivesse uma avaliação física o desempenho seria melhor ainda.

  1. Que tipo de professor você tem?
Um professor de muay thai, um de jiu jitsu, um de Greco-romana e um de musculação. Mas se tivesse um professor que juntasse tudo isso  e fizesse uma avaliação em cima disto seria interessante.

  1. Estes professores são formados em educação física ou somente graduados pela modalidade?
Apenas dois são formados.


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sabendo da importância da avaliação física no planejamento para a prática esportiva, não somente para averiguar resultados nos testes ou dados antropométricos, mas sim para garantir segurança no treinamento para o treinador e para o aluno. Com base na literatura, são poucos os estudos referindo sobre avaliação física no seu contexto da antropometria, mas vimos que pesquisas se referem mais com perda hídrica e testes específicos para a modalidade praticada. Verificamos com essa pesquisa que infelizmente, nos esportes de combate, quem direciona o treinamento é somente o técnico, a parte física fica ociosa, trabalhada de maneira empírica.



REFERÊNCIAL TEÓRICO

DELGADO, Leonardo de Arruda. Avaliação da aptidão física - Projeto de elaboração de sistema de informações. UFMA, São Luis, 2004.

FRANCHINI, Emerson. Judô: Desempenho Competitivo. São Paulo. Manole, 2001.

CORREIA, Walter Roberto; FRANCHINI, Emerson. Produção acadêmica em lutas, artes marciais e esportes de combate. Revista Motriz, Rio Claro. V. 16. N. 1. P. 01-09. 2010

GOMES, Mariana Simões Pimentel; et al. Ensino das Lutas: dos princípios condicionais aos grupos situacionais. Revista Movimento, Porto Alegre. v.16. n.2. abril/junho de 2010.

HEYWARD, Vivian H. Avaliação Física e Prescrição de Exercício: Técnicas Avançadas. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 

RUFINO, Luiz Gustavo Bonatto; DARIDO, Suraya Cristina. Lutas, artes marciais e modalidades esportivas de combate: uma questão de terminologia. Revista digital, Bueno Aires n.118. Julio de 2011.

SILVA, Vladimir Schuindt; BEZERRA, Eduardo Dias. Avaliação de atletas de judô com a utilização do Special Judô Fitness Test (SJFT). Revista Digital, Bueno Aires. n.121. Junho, 2008.

MARINHO, Bruno Ferreira. Características antropométricas de atletas Brasileiros de Mixed Martial Arts (MMA). Revista Digital, Bueno Aires. n.152. Janeiro, 2011.




Acadêmicos: Eliane de Fátima Tomaz e Hendry Huxley Ferreira

domingo, 15 de abril de 2012

TREINAMENTO DO JUDÔ




Na literatura, são poucos os estudos referentes ao treinamento dos atletas no judô, mesmo sendo uma modalidade olímpica (Callister et al.,1990 apud Franchini, 2001).
Segundo FRANCHINI, (2001) O treinamento envolve vários aspectos sendo eles: psicológicos, técnicos, táticos e fisiológicos.
Para realizar um treinamento físico é preciso seguir alguns princípios segundo McArdle et al.,(1991) apud Franchini, (2001,p.196). Segue 4 princípios abaixo:
Princípio da sobrecarga: ao aplicar uma sobrecarga o organismo sobre algumas adaptações.
Princípio da especificidade: as adaptações adquiridas com esse princípio vai depender da intensidade, frequência e o tipo de exercício.
Princípio das diferenças individuais: a aplicação do mesmo exercício para dois indivíduos ou mais, é respondido de maneira diferente, pois, cada organismo interpreta de maneira diferente.
Princípio da reversibilidade: independente do tempo que o indivíduo praticou e/ou treinou uma determinada modalidade, as adaptações adquiridas, são perdidas com o passar do tempo.
Para melhorar o desempenho no judô, algumas capacidades motoras são de grande importância sendo elas: capacidade e potência anaeróbias, capacidade e potência aeróbias e força (isométrica e dinâmica) Franchini (pg. 197, 2001)
A periodização do treinamento no judô, segundo Gil’ad (1998), apud Franchini, (2001, p.208) a experiência tem levado a Periodização Dupla a que se referem aos seguintes períodos: Período Preparatório 1, Período Competitivo 1, logo após segue a mesma sequencia Período Preparatório 2 e Período Competitivo 2, e para finalizar um Período básico de Transição. Esse tipo de periodização de treinamento tem como objetivo manter o pico de performance do atleta.
Para realizar uma periodização de treinamento para o judô, é interessante realizar uma avaliação e testes das principais variáveis envolvidas nesse esporte, pois assim, o planejamento pode ser programado com sucesso e garantir bons resultados na competição.



Special Judo Fitness Test

Sterkowicz (1997, citado por FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001) propôs um teste específico para o judô de caráter intermitente, com a utilização da técnica ippon-seoinaguê.

O teste segue o seguinte protocolo: dois judocas (ukes) de estatura e massa corporal semelhante (mesma categoria) à do executante são posicionados a seis metros de distância um do outro, enquanto o executante do teste (tori) fica a três metros de distância dos judocas que serão arremessados. O teste é dividido em três períodos: 15s (A), 30s (B) e 30s (C), com intervalos de 10s entre os mesmos (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001).


Durante cada um dos períodos, o executante arremessa os parceiros, utilizando a técnica ippon-seoi-naguê o maior número de vezes possível. Imediatamente após e 1 minuto após o final do teste é verificada a freqüência cardíaca do atleta. Os arremessos são somados e o índice abaixo é calculado (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001): 











 Quanto melhor o desempenho no teste, menor o valor do índice (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001). A Figura 6 apresenta o esquema do teste: 








O teste tem sido utilizado em diversos países para diagnosticar o estado de treinamento do atleta bem como para auxiliar na planificação e prescrição do treinamento (FRANCHINI, 2001).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
FRANCHINI, Emerson. Judô, Desempenho Competitivo. São Paulo. Manole, 2001.

Segue alguns links de artigos referentes ao treinamento do judô:







TÉCNICAS DO JUDÔ



 Todas as técnicas do JUDO são classificadas em três categorias:
  1. Técnicas de Projeção - Nage Waza
  2. Técnicas de Domínio - Katame Waza
  3. Técnicas de Golpes Contundentes - Atemi Waza

Segue abaixo as subdivisões das técnicas:


Te Waza = Técnicas de Mão ou Braço

Ippon Seoi Nague: Em busca do Golpe Perfeito
Kata Guruma*: Rodar no ombro ou Giro de Ombro
Kibisu Gaeshi***: sem tradução ainda.
Morete Gari***: Varrer ambas as pernas com as mãos.
Morete Seoi Nague: Seoi Nage com as duas Mãos nas Golas.
Obi Otoshi: Para baixo pela faixa
Seoi Otoshi:
Seoi Nague: Projeção pelo ombro ou Projetar por cima dos ombros
Sukui Nague: Queda por fora.
Sumi Otoshi: queda de canto
Tai Otoshi: projetar para baixo, Queda do Corpo
Uchi Mata Sukashi: SEM TRADUÇÃO AINDA
Uki Otoshi: Queda Flutuante
Yama Arashi: tempestade na montanha.


Ashi Waza = Técnicas de Perna

Ashi Guruma: Rodar de perna
Hane Goshi: Varrida de quadril
Harai Goshi Gaeshi: Varre os Quadris ao virar
Harai Tsuri Komi Ashi:  Pescar entrando e Varrendo com o pé
Hiza Guruma: Rodar pelo Joelho ou Giro pelo Joelho
Ko Soto Gake: Pequena trancada externa
Ko Soto Gari: Pequena Varrida Externa
Ko Uchi Gari: Pequena Varrida Interna
Okuri Ashi Barai: Varrer Deslizando as Pernas, Raspar o Pé que Segue
O Guruma: Grande roda
O Soto Gaeshi: SEM TRADUÇÃO AINDA
O Soto Gari: Grande Varrida Externa
O Soto Guruma: Grande Roda Externa
O Uchi Gari: Grande Gancho Interno
Uchi Mata: Projeção com a perna na virilha
Uchi Mata Gaeshi:

Koshi Waza = Técnicas de Quadril

Hane Goshi: SEM TRADUÇÃO AINDA
Harai Goshi: Levantar quadril e varrer
Koshi Guruma: Rodar pelo Quadril ou Girar pelo Quadril
O Goshi: Grande Quadril
Sode Tsuri komi Goshi: projetar pelo quadril pescando as mangas
Tsuri Goshi: Pescar Quadril
Tsuri Komi Goshi: Pescar entrando o Quadril por Dentro
Uki Goshi: Quadril Flutuante
Ushiro Goshi: Golpe de Quadril por Traz
Utsuri Goshi: Quadril modificado

Mae Sutemi Waza = Técnicas de Sacrifício Frontal

Hikikomi Gaeshi: Levar ao chão virando
Sumi Gaeshi: Queda Invertida pelo canto
Tawara Gaeshi: Derrubar saco de arroz
Tomoe Nague: Projeção Circular
Ura Nague: Projeção para Traz ou Projeção Dorsal

Yoko Sutemi Waza = Técnicas de Sacrifício Lateral

Daki wakare:
Hane Makikomi: Entrar e Cair Varrendo a Perna***
Harai Makikomi: Harai Goshi com makikomi
O Soto Makikomi: Maki Komi por Fora
Tani Otoshi: Derrubar no vale ou Queda no Vale
Uchi Maki Komi: Técnica de Maki Komi Waza
Uki Waza: Técnica Flutuante
Yoko gake: trancada lateral
Yoko Guruma: Roda Lateral ou Giro Lateral
Yoko Otoshi: Pro Lado para Baixo ou Queda Lateral
Yoko Wakare: Afastar (abrir) para o lado ou Separação Lateral

Ossae Waza = Técnicas de Imobilização

Hon Kesa Gatame: Imobilização Principal
Kami Shiho Gatame: Imobilização dos 4 pontos por cima(de cima)
Kata Gatame: Imobilização com o ombro
Kesa Gatame: Imobilização em bandoleira
Kuzure Kami Shiro Gatame: Variação da imobilização dos 4 pontos por cima(de cima)
Kuzure Kesa Gatame: Variação de Imobilização em bandoleira
Kuzure Tate Shiho Gatame: Variação de Imobilização Vertical em 4 direções
Kuzure Yoko Shiro Gatame: Variação da Imobilização Lateral em 4 Direções
Makura Kesa Gatame: Imobilização de travesseiro em bandoleira
Tate Shiho Gatame: Imobilização Vertical em 4 direções
Ushiro Kesa Gatame : Imobilização de angulo inverso ou Imobilização de angulo por Traz
Yoko Shiho Gatame: Imobilização Lateral em 4 direções

Shime Waza = Técnicas de Estrangulamento

Eri Jime: Estrangular pela gola
Gyaku Juji Jime: Estrangulamento em Cruz invertida
Hadaka Jime: Estrangulamento com as mãos Núas
Jigoku Jime: Estrangulamento do Inferno
juji gatame: quebrar braço em cruz
Kata ha Jime: Estrangulamento de uma Asa
Kata Juji Jime: Estrangulamento em Cruz
Mae Sankaku Jime: Triangulo pela frente
Morote Jime: Estrangulamento com ambas mãos
Nani Juji Jime: estrangulamento em cruz com as maos normais
Okuri Eri Jime: Estrangulamento juntando as Golas
Ryote Jime: Pegada nas Duas Mãos
Sankaku Jime: Estrangulamento Triangulo
Sode Guruma Jime: Estrangulamento pelas Mangas
Tsukomi Jime: Estrangulamento com o Braço Esticado
Yoko Sankaku Jime: Triangulo Lateral

Kansetsu Waza = Técnicas de Chave de Braço ou de Luxação

Ude Hishigi Hara Gatame: Chave de braço com o abdomen
Ude Garami: torcer o braço
Hiza Gatame: Chave Com o Joelho
Ude Hishigi Gyaku Juji Gatame: Chave de braço esticado em cruz  invertida
Ude Hishigi Juji Gatame: Chave de braço esticado em cruz
Ude Hishigi Sankaku Gatame: Chave de Braço em Triangulo
Ude Hishigi Ude Gatame: Chave de Braço
Ude Hishigi Waki Gatame: Chave na Axila

SHINMEISHO NO WAZA Técnica Extra Gokio

Yama Arashi: Tempestade na Montanha
Eri Ippon Seoi Nage: Projetar nas Costas Segurando em Uma Gola.
Hiki Komi Gaeshi: Reverter Puxando para Dentro
Kibisu Gaeshi: Reverter Pelo Calcanhar
Kani Basami: pata (pinça) do Caranguejo
Kushiki Taoshi: Derrubar e Destruir
Ko Uchi Makikomi: Pequeno Interno Enrolamento
Morete Gari: Varrer(agarrar) com as Duas Mãos




Vocabulario das Traduções

Ashi: Perna
Arashi: tempestade
Barai: Varrer, Tirar, o mesmo que Harai
Daki: Levantar nos braços, Abraçar

Gaeshi:  Virar, Revirar – o mesmo que Kaeshi
Gari: Varrer
Gake: Travar, Forçar
Gatame: Solidificar, o mesmo que KATAME

Guruma: Roda
hane: Asa
Harai: Varrer, Tirar, O mesmo que Barai
Hiki: Puxar

hikikomi: Levar ao chão
Hiza: Joelho
Hon: Principal
Jigoku: Inferno

Kata:  Ombro
kata ha: Um corte, Uma Asa
Ko: Pequeno
Komi: Dentro

Makikomi: Enrolar, Envolver
Makura: Travesseiro
Mata: Virilha, Parte Interna da Coxa
Morote: Ambas

Nague: Projeção
Nani: normal
Obi: Faixa
Okuri: Mandar Seguir, Acompanhar

Otoshi: para baixo
Seoi: Dorso
shiro: branco
Soto: Fora, por Fora

Sukashi:
Sukui: Passar o puçá, peneirar
Sumi: Canto, Extreminade
Tai: Corpo Inteiro

Tani: Vale
Tawara: Saco de Arroz Feito de Palha. Bolinho
Tomoe: Linha de Projeção circular, Junto
Tsuri: Pescar, Pendurar

Tsukomi: Pegar
Uchi: Interno, Por Dentro
Ude: Braço
Uki:  Boiar, Flutuar

Utsuri: Transformar, Modificar
Wakare: abrir Afastar
Waki: Axila
Yama: Montanha

Yoko: Lado, Lateral, Deitar

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Acesso em: http://thebestjudo.com/significado-das-tecnicas-do-judo/
Acessado em: 15/04/12

Acesso em: http://www.equiperuffoni.com.br
Acessado em: 15/04/12